27 Outubro 2009

Notícia de OSTEOPOROSE

É engraçado esse jeito dela de dar noticia de morte.
Não para nunca pra pensar que pode assustar,
Desestabilizar e por os filhos do sujeito pra chorar.

Fala com a frieza da pessoa pura que está toda torta.
Fala que já é costume ouvir notícia de pessoa morta,
Não se abalar, mas sentir a osteoporose entortar.

Louca, fala ao telefone como quem se importa
Mas desliga e xinga logo a piranha de fofoqueira
E diz que quer mais é que se foda aquela fuxiqueira.

Essa gente não tem mais o que fazer e telefona pra
Repassar noticia de gente que ela já sabe que morreu.
Se morreu, morreu. Ela pensa – ele se fodeu, não eu.

26 Outubro 2009

Não me ame nunca não

Hoje em dia a carne é fraca
E a verdade mata
Quem diz é o pangaré
Feliz de um pangaré
Morre com sabor de agosto
Que é o mês do desgosto
E da desilusão
E de rimar em vão
Linda como uma uva passa
No arroz colorido
Da cor do vestido
De tom integral
Quase passo mal em ver
Decote tão intenso
Em seio tão imenso
Na minha ilusão
Quero
Eu desejo muito
Que o marido dela
Que eu imaginei
Não sofra como eu
Homem
Que eu nem sei se existe
Que eu nem sei se é triste
Que eu nem sei se deu
Condição de amor
A mulher que amei
A mulher que amo
Pelo menos hoje
Mas que nem sei se tenho
Condição de amar
A mulher bem também
Moça
Não me ame nunca
Não deseje nunca
Não permita nunca
Essa loucura não

26 Setembro 2009

O IMPERDÍVEL papo de Terence McKenna

22 Setembro 2009

STOP motion

09 Setembro 2009

cabra SAFADO!

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Apesar do que a mulher
Do meu compadre me falou
O vinho era Miolo.
Tolo, eu que acreditei
Que a então mulher
Do meu compadre
Me traria Periquita.

Eu trouxe o pão francês
Especial da padaria,
Um Toddy morno e pronto,
Duas taças para vinho,
E a minha companhia
Vestida especialmente
Para o vinho ao lado dela.
A bela do meu compadre
Que, quem sabe, o trairia
Comigo aquela noite –
Compadre do meu compadre
E amante da mulher dele,
Que já comia o pão francês
Que era mesmo para ela
E pro vinho que viesse com ela,
Que além de Miolo
Descia com muita culpa e
Com o pão francês da padaria
Encomendado, por que queria,
Pela mulher do meu amigo,
Que não podia traí-lo comigo!
Traísse então com outro,
Fosse atrás de amigo dela,
E não de amigo dele!
Um sujeito tão de bem,
Gente que acorda cedo
E que não tem medo
De fazer campanha da dengue,
Que atrasa a gente no verão,
Instigando esse tesão
Desesperado que dá por ela.
Mulher antiga de amigo meu!
Gente boa do bem,
Morador da favela,
Hipócrita de vez em quando
Mas defensor real daquela
História de fazer o bem
E de casar uma vez com alguém
Pra dormir junto a vida toda
E nunca trair você com ninguém,
Que dirá logo um amigo seu
Como um cabra safado feito eu!





04 Setembro 2009

Rosemere

PRETA e MÃE DE 5 FILHOS legítimos na sua casa em Olinda
(Foto: Alexandre Severo/JCImagem)