16 julho 2009

essa tal dESSA barca

Enquanto a barca corria
Eu tentava lhe chamar
Mas não conseguia
Porque a barca corria
Eu gritava seu nome
Mas ninguém ouvia

O desespero aumentava
E a saudade doía mas
Não chegava a me matar
Porque a lembrança era linda
Do dia em que você vinha
Vestindo só calcinha

Respirava meu abraço
Sem medo dos meus braços
Sem nunca dizer que me ama
Já eu não tinha medo
E repetia sem sossego
Te sufocando até o fim

Por causa desse sufoco
Entrou nessa tal dessa barca
Que me impede de te chamar
Me obrigando a gritar em vão
E acenar com a mão esquerda
Porque já fiz a direita cansar

No dia em que a barca parar
E você desistir de navegar
Tenta olhar pra mim e gritar
Eu espero que seja alto
Pr’eu escutar sem duvidar
E aí sim poder respirar

E se não quiser gritar
Se não der vontade de sair
Da barca pra me chamar
Aí é melhor até ficar por lá
Sem me perturbar que eu juro
Que a saudade não vai matar


11 comentários:

Pode Beijar a Noiva disse...

maluco é tu,fadaputa!

Andrè Dale disse...

pode ser, pode ser...

Joi disse...

bellíssimo andré!

Yasmin Gomlevsky disse...

ó, to adorando isso aqui, hein. faço questao de te conhecer!

Bru Brig. disse...

ai, eu tb quero te conhecer. Me conhece aí!

Joi disse...

te conheeeeeeeeeeeeeçooo...

luizayabrudi disse...

andré, que fofinho! (olha que eu não uso sempre essa palavra)

luizayabrudi disse...

ahhh olha o lolô fofinho aqui do lado!!! (usei de novo, mas nunca foi tão apropriado!)

Yasmin Gomlevsky disse...

aaah, isso não é conhecer, hahaha! cena maluca do cadore foi ótimo...

Andrè Dale disse...

hehehehehe

Gabi Giffoni disse...

André Dale poeta.

Assim vou lhe chamar, assim você vai ser...

Dorei, Dré!